Palace Hotel - Caxambu

terça-feira, 30 de abril de 2013

PM presente na Beatificação de Nhá Chica



Empenhada em manter a ordem e a segurança pública, a Polícia Militar soma esforços para a Beatificação de Nhá Chica, que está marcado para sábado, 04 de maio no pátio da empresa G.A Pedras, às 15h em Baependi.

Efetivo

A expectativa é de que 50.000 pessoas visitem a cidade para acompanhar a cerimônia, e, a partir das 06h, policiais militares estarão presentes no local e entorno do evento para garantir a segurança dos moradores, romeiros e autoridades. Nos shows, romarias e desfiles cívicos que antecedem a cerimônia principal, também há reforço na segurança. A expectativa é de que 260 policiais militares das unidades pertencentes à 17ª Região de Polícia Militar e também de Belo Horizonte trabalhem entre os dias 01 e 05 de maio.

Segurança em todos os pontos

A PM também estará presente no acesso a Baependi, que será feito especialmente pela BR 267. Além disso, haverá policiamento preventivo nas ruas do município.
A vigilância será reforçada com o uso de um helicóptero do Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo da PM.

Policiamento preventivo

O trabalho da Polícia Militar em prol do evento começou bem antes. Na última semana, foram feitas ações preventivas no acesso à cidade, na AMG 1030(BR 267/Baependi) e na AMG 1045 com vistas a coibir o transporte e comércio de produtos ilegais. Na terça-feira (30), houve treinamento dos Comandantes do Policiamento que irão trabalhar na Operação.

(Carolina Noronha)


Fonte: Portal 17 Reg. PM-MG
POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS
“237 ANOS CONSTRUINDO CIDADANIA AO LADO DO POVO MINEIRO”
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL DA 17ª REGIÃO/PMMG
Nhá Chica: conheça a história da primeira beata do Sul de Minas
Cerimônia acontece neste sábado (4) em Baependi.


Filha de escrava era conhecida por seus milagres e conselhos.


Estátua de Nhá Chica em Baependi, que será beatificada no dia 04/05/2013 (Foto: Reprodução EPTV)


Uma vida dedicada a uma missão: assim é possível resumir o caminho vivido por Nhá Chica, a leiga de Baependi (MG) que no próximo sábado (4) será declarada pela Igreja Católica a primeira beata do Sul de Minas. Filha livre de uma ex-escrava, poucos documentos contam a história desta mulher que passou seus dias aconselhando e cuidando de todos que procuravam sua ajuda. Ganhou o título de “Mãe dos Pobres” por seus atos de caridade e sua humildade na forma de viver.
Francisca de Paula de Jesus nasceu em meados de 1810 em Santo Antônio do Rio das Mortes, distrito de São João Del Rei (MG). O primeiro registro que se tem de sua vida foi o atestado de batismo de Francisca, em 26 de abril de 1810. Além disso, somente um inventário do irmão da beata, o testamento de Nhá Chica e seu atestado de óbito são os registros oficiais da vida da religiosa. O levantamento foi feito em 1998, quando a comissão histórica para o processo de beatificação de Nhá Chica foi definida.
Cronologia Nhá Chica (Foto: Editoria de Arte/G1)
“Ela era analfabeta, não escreveu nada em vida”, conta Maria do Carmo Nicoliello Tinho, que foi secretária da comissão histórica de Nhá Chica e responsável pela pesquisa. “Muito do que se sabia dela vinha da tradição oral, histórias que iam passando de pai para filho”. Para montar o processo de beatificação, era necessária a reunião de muitos documentos que provassem a existência da beata na cidade. “A primeira pista que encontramos foi um testamento deixado por Nhá Chica em que ela pedia que fossem rezadas tantas missas para o irmão e tantas para a mãe. Com isso pudemos buscar documentos do irmão dela, que sabíamos era alguém importante na cidade, e costurar as histórias com os fatos”, explica Maria do Carmo.
Mudança para Baependi
Francisca se mudou com seu irmão Theotônio Pereira do Amaral (que seria quatro anos mais velho que ela) e a mãe Isabel Maria para Baependi. Ela tinha cerca de 8 anos na época, e se desconhece o motivo da mudança. Sua mãe morreu logo depois de chegarem à cidade, quando a religiosa tinha cerca de 10 anos, e ela e o irmão passaram a viver sozinhos. Antes de morrer, Isabel teria dito à filha para ela “permanecer solteira, para melhor servir a Deus e à sua fé”. “Francisca nunca se casou, e passou a viver reclusa em sua casinha somente se dedicando às orações e recebendo pessoas para dar conselhos”, conta Maria do Carmo.
A fama da sabedoria da religiosa e de graças que conseguia através de suas orações começou a se espalhar pela região e pelo Rio de Janeiro. Já conhecida como Nhá Chica, que significa Senhora Francisca, ela recebia o povo em sua casa para aconselhamento, dos mais pobres até gente importante. “Conta-se que Nhá Chica recebia sempre os conselheiros do Império, que vinham para a região por causa das águas de Caxambu(MG) e não deixavam de passar por Baependi para visitar a beata”, completa Maria do Carmo.

A Capela de Nossa Senhora da Conceição
Theotônio, irmão de Nhá Chica, se casou, mas não deixou herdeiros. Quando ele morreu, em 1861, deixou sua fortuna para Nhá Chica. O irmão dela foi tenente da Guarda Nacional, vereador na cidade e juiz de vintena em um povoado próximo a Baependi, portanto é provável que deixou para a religiosa uma boa quantia de ouro, além de bens como a casa onde ela vivia e todo o terreno em volta.
Em 1865, Nhá Chica usou o dinheiro para construir uma capela no terreno herdado ao lado de sua casa para Nossa Senhora da Conceição, santa da qual era devota fervorosa. O restante, doou para os pobres. “Contam que, em determinado momento, um pedreiro chegou para ela dizendo que o adobe (espécie de tijolo de barro) não ia dar, que não tinha a quantidade suficiente. Nhá Chica rezou para a santa e, no final, não faltou nem sobrou um adobe”, conta Maria do Carmo. A obra seria concluída cerca de 30 anos depois.
É neste período que também se relata que aconteceu o milagre do órgão. Nossa Senhora da Conceição teria pedido à Nhá Chica que comprasse o instrumento para a igreja. Após perguntar para o padre o que era um órgão, a religiosa chegou para o maestro Francisco Raposo, amigo dela que sempre tocava para o imperador no Rio de Janeiro, e pediu que comprasse o instrumento para ela. A ele, Nhá Chica entregou um papel com o endereço na capital de onde ele deveria comprá-lo, na Rua São José, 73.
 Raposo levou o órgão de trem até Barra do Piraí (RJ), mas de lá, teve que seguir viagem de carro de boi. “Quando o órgão chegou em Baependi, não funcionava. Nhá Chica começou a rezar e disse que Nossa Senhora da Conceição havia dito que o instrumento só funcionaria no dia seguinte, sexta-feira, às 15h. E neste exato momento, o órgão foi tocado pelo maestro para toda a população, que se aglomerou em volta para ver”, relata Maria do Carmo.
Morre Nhá, nasce uma beata
Nhá Chica morreu no dia 14 de junho de 1895 com cerca de 85 anos, já que ninguém sabe ao certo quando ela nasceu. Em 1894, o médico carioca e também estudioso de hidrologia Dr. Henrique Monat, passava por Caxambu para estudar as águas da cidade e ouviu falar de Nhá Chica. Cético, porém curioso, conversou com a leiga e registrou toda a entrevista em seu livro “Caxambu”, no qual ele dedica todo um capítulo a contar a história dela. Este é um dos principais registros que se tem da beata.
Processo de beatificação de Nhá Chica avança mais uma etapa. (Foto: Divulgação )Única foto de Nhá Chica,
feita pelo médico Henrique
Monat (Foto: Divulgação )
O médico saiu da entrevista falando da santidade da religiosa e registrou no livro que ela deveria ser canonizada. Monat também contratou um fotógrafo e tirou a única foto que existe de Nhá Chica. Um ano depois, ela morreria. Apesar de analfabeta e morando no interior de Minas Gerais, o médico fez perguntas sobre a República para Nhá Chica, que acabava de ser instaurada no Brasil, e ouviu que ela achava que não era uma coisa boa o que fizeram com Dom Pedro II, e que via a República como uma instituição fragilizada, “amarrada com cipó”.
“Ela podia ser simples, mas acompanhava tudo, e tinha um sentimento de cidadania muito forte”, comenta Maria do Carmo. “Quando da construção da capela, ela pagou um alvará de funcionamento para a cidade, mesmo construindo no terreno dela. Apesar de viver em reclusão, no dia da abolição da escravatura ela se juntou ao povo da cidade para comemorar a conquista”, completa. Não aceitava mérito por seus milagres e graças. Sempre que alguém se admirava por coisas que aconteciam sob sua influência, ela repetia: “Isso acontece porque rezo com fé”.
A capela de Nossa Senhora da Conceição que Nhá Chica construiu foi demolida em 1940. Um santuário foi erguido anos depois no mesmo local, onde também estão os restos mortais da beata. A comissão em prol da beatificação de Nhá Chica começou em 1989 e foi concluída em 2012, com a assinatura do decreto pelo Papa Bento XVI. Em todos os anos de vida e morte da beata, incontáveis graças são atribuídas à leiga Mãe dos Pobres de Baependi.
Samantha Silva

Presidente Dilma confirma presença na solenidade de beatificação de Nhá Chica

Crédito da foto:  Site da Beatificação de Nhá Chica
A presidente Dilma Roussef aceitou o convite para participar das solenidades de Beatificação de Nhá Chica, e confirmou ontem sua presença em Baependi no próximo dia 04.
Não se sabe se a Presidente Dilma Roussef pretende pernoitar da região. Tudo indica que o helicóptero da Presidência da República deverá pousar no campo do Botafogo em Baependi. Entretanto, assessores da presidente Dilma Roussef estão procurando acomodações para a equipe de suporte da presidência da República em Caxambu.
Miss Earth 2013 Brasil em Săo Lourenço


Os prefeitos de São Lourenço e de Caxambu se encontraram no sábado (27) para discutir assuntos de interesse das duas cidades, e, consequentemente, do Circuito das Águas. O encontro, ocorrido em São Lourenço, teve como assunto principal a realização do concurso Miss Terra 2013. O evento, que terá sua final transmitida para todo o Brasil por uma rede de televisão, conta com a participação de cerca de 40 candidatas.

Segundo José Alonso, organizador do Miss Earth 2013 Brasil, nome oficial do evento, o concurso não aprecia somente a beleza da mulher, mas também o local onde ela vive e um projeto ecológico que defenderá durante seu reinado. A eleita fica 90 dias na ONU e viaja a países previamente escolhidos para implantação do mesmo. Em São Lourenço, quem faz os contatos com os organizadores é o promoter Edson de Oliveira, que foi quem agendou a reunião.

Entre outros assuntos tratados pelos dois prefeitos, merece destaque o Aeroporto Regional, que terá sede em Caxambu. A preocupação deles é com o pouco tempo que falta para a Copa do Mundo de 2014, quando as duas cidades receberão um grande número de turistas. Eles planejam uma audiência conjunta com o Secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Carlos Melles, para adiantar a licitação da obra, tendo em vista que o Estado já possui a verba.


Fonte: Prefeitura Municipal de São Lourenço
http://www.saolourenco.mg.gov.br/noticias/3342

Petição pública


Abaixo-assinado Fim das carroças e da

exploração de cavalos em Caxambu-MG

Para:Prefeitura Municipal de Caxambu (MG)

Solicitamos ao Exmo Sr. Prefeito Ojandir Ubirajara Belini e Vereadores da Câmara Municipal de Caxambu que elaborem e votem a favor de uma lei proibindo o uso de charretes atreladas à animais. Tendo em vista que a lei vigente desatualizada não é respeitada e não cita os devidos cuidados com os animais, tais como horários adequados para alimentação, tratamento veterinário periódico, horários e locais adequado para intervalos de descanso e carga máxima permitida para que não haja esforço excessivo.

É visivelmente claro a exploração dos cavalos em nossa cidade, Caxambu-MG. Devemos acabar com o paradigma de que carroças e cavalos é uma questão cultural. O mundo muda, as culturas também mudam. Nosso país já aceitou seres humanos negros como escravos, é lamentável que continuemos aceitando cavalos e justificarmos nisso como "tradicional". Isso não é tradicional!

Devemos cessar essa superioridade humana em relação aos nossos animais.Chega desta desculpa cansativa e esfarrapada de que o ser humano precisa sobreviver. Todos nós precisamos, mas não é por isso que temos o direito de desrespeitar e tratar mal os animais. Nesse caso, os cavalos!

Animais sentem fome, sede, dor, cansaço e tristeza também. Diga NÃO às carroças e exploração de cavalos em Caxambu-MG. Chega de escravizá-los! Assine esta petição e divulgue-a.

Os signatários
Ver atuais Assinaturas | ASSINAR este abaixo-assinado

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=CAV2013


segunda-feira, 29 de abril de 2013


Polícia Ambiental de Aiuruoca apreende arma de fogo e munições

No dia 28 de abril de 2013, por volta das 10h30 na cidade de BOCAINA DE MINAS/MG, a equipe comandada pelo Sgt Rogério da Polícia Ambiental da Cidade de Aiuruoca, quando em patrulhamento desembarcado, mais precisamente na localidade conhecida como “Soberbo”      (divisa entre os municípios Liberdade/MG e Bocaina de Minas), percebeu que dois indivíduos transitavam em uma motocicleta de alta cilindrada e de cor preta, no sentido Bocaina de Minas/Liberdade e retornaram de forma suspeita ao avistá-los. Usando do tirocínio policial a equipe visualizou que o passageiro transportava um volume aparentando ser material de pesca (vara de fibra) ou até mesmo uma espingarda, que se encontrava envolvida por um saco de preto. Imediatamente os militares embarcaram na viatura policial e deslocaram a fim de abordar os indivíduos. Ao aproximar da motocicleta (que se encontrava sem placa de identificação) no “Bairro do Barreiro”,  município de Bocaina de Minas/MG o passageiro arremessou o volume anteriormente citado e um embornal com o intuito possivelmente de acertar a viatura ou até mesmo fazer com que os militares desistissem da abordagem, momento em que os militares verificaram se tratar de uma espingarda, seis munições de calibre .38, uma fisga e um embornal.  Devido a parada para arrecadar o material arremessado, os militares perderam o acompanhamento visual dos cidadãos infratores em virtude da geografia acidentada do local. Novas diligências serão feitas no local do fato com intuito de localizar os cidadãos infratores.
          
Equipe:   Sgt Rogério, Cb Alex e Sd Erasmo. 
Operação "Abre Buracos" ???




Mapa do Trânsito de Caxambu para Beatificação de Nhá Chica (04/05)







Pontos:
Azul: Banheiro Quimico
Vermelho: Barricadas de Trânsito
Verde: Área de estacionamento de Ônibus
Rosa: Área de embarque e desembarque
Azul Claro: Área de estacionamento para Carros











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Confira as atividades da festa de beatificação de Nhá Chica


Da Redação, com site oficial da beatificação


Arquidiocese de BH
A cerimônia de beatificação de Nhá Chica será no dia 4 de maio na cidade de Baependi (MG).
Francisca de Paula de Jesus, carinhosamente chamada de Nhá Chica, será a próxima beata brasileira. A cerimônia de beatificação será no dia 4 de maio na cidade de Baependi (MG).

Desde 2007, a causa de canonização de Nhá Chica está aguardando o anúncio de sua beatificação. A cura aceita pela Comissão de Médicos do Vaticano refere-se a uma professora aposentada de Caxambu (MG), que, em 1995, pediu a intercessão da leiga e teve resolvido – sem necessitar de cirurgia - um problema congênito muito grave no coração. Após análise de vários peritos, a graça foi aceita pelo Vaticano.

Veja, abaixo, a programação da beatificação:
Programação Espiritual para a Beatificação de Nhá Chica em Baependi – MG
26 de abril (Sexta-feira) - 203 anos do Batismo de Nhá Chica
7h - Celebração Eucarística, no Santuário da Imaculada Conceição
15h - Terço pela Beatificação de Nhá Chica, no Santuário da Imaculada Conceição
19h - Celebração do Sacramento do Batismo, no Santuário da Imaculada Conceição
27 de abril (Sábado) - Nhá Chica, mulher pobre e rica de Fé
10h - Missa aos Benfeitores, no Santuário da Imaculada Conceição
15h - Terço pela Beatificação de Nhá Chica, no Santuário da Imaculada Conceição
19h - Celebração Eucarística na Igreja Matriz

28 de abril (Domingo) - Sede Santos, como Vosso Pai é Santo
7h - Celebração Eucarística, na Igreja Matriz
9h - Celebração Eucarística, no Santuário da Imaculada Conceição
10h - Celebração Eucarística, na Igreja Matriz
11h - Celebração Eucarística, no Santuário da Imaculada Conceição
15h - Terço pela Beatificação de Nhá Chica, no Santuário da Imaculada Conceição
19h - Celebração Eucarística na Igreja Matriz
Início da Jornada da Beatificação
29 de abril (Segunda-feira) - O Senhor fez em mim maravilhas, Santo é o Seu nome
15h - Terço pela Beatificação de Nhá Chica, no Santuário da Imaculada Conceição
18h30 - Procissão da Matriz ao Santuário da Imaculada Conceição em seguida Celebração Eucarística
Após a missa show com a Banda Trilhos do Céu, na quadra da ABNC
30 de abril (Terça-feira) - Felizes os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus
5h - Procissão da Penitência e Celebração Eucarística na Igreja Matriz
15h - Terço pela Beatificação de Nhá Chica, no Santuário da Imaculada Conceição
19h - Celebração Eucarística, no Santuário da Imaculada Conceição
01 de maio (Quarta-feira) - Felizes os mansos, porque possuirão a Terra
5h - Procissão da Penitência e Celebração Eucarística na Igreja Matriz
5h - Saída oficial da Peregrinação de Nhá Chica da Igreja Matriz de São Lourenço em direção ao Santuário da Imaculada Conceição, em Baependi
9h - Missa do Romeiro, no Santuário da Imaculada Conceição
11h - Missa do Romeiro, no Santuário da Imaculada Conceição
15h - Terço pela Beatificação de Nhá Chica, no Santuário da Imaculada Conceição
19h - Celebração Eucarística, no Santuário da Imaculada Conceição
02 de maio (Quinta-feira) - Felizes os que têm fome de justiça porque serão saciados
5h - Procissão da Penitência e Celebração Eucarística na Igreja Matriz
8h - Início da adoração do Santíssimo que se estenderá o dia todo, no Santuário da Imaculada Conceição
15h - Terço pela Beatificação de Nhá Chica, no Santuário da Imaculada Conceição
18h30 - Bênção do Santíssimo
19h - Celebração Eucarística, no Santuário da Imaculada Conceição
03 de maio (Sexta-feira) - Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados Filhos de Deus
5h - Procissão da Penitência e Celebração Eucarística na Igreja Matriz
15h - Via Sacra pelas ruas da cidade (última estação na casa de Nhá Chica com oferta de flores)
19h - Celebração Eucarística, no Santuário da Imaculada Conceição em seguida procissão em direção à Igreja Matriz (levar vela para a procissão)
Neste dia haverá Vigília na Igreja Matriz durante toda a madrugada e a igreja da Imaculada Conceição ficará aberta para visitação a partir das 21 horas.
04 de maio (Sábado) - Dia da Beatificação de Nhá Chica - A vida dos justos está nas mãos de Deus
8h30 - Bênção do Santíssimo, em seguida Celebração Eucarística, na Igreja Matriz
15h - Solene Celebração Eucarística da Beatificação de Nhá Chica, na GA Pedras, próximo ao Portal da cidade.
05 de maio (Domingo) - Isto acontece porque rezo com Fé
7h - Celebração Eucarística, na Igreja Matriz
10h - Missa em Ação de Graças pela Beatificação de Nhá Chica, no mesmo local da missa da Beatificação, na GA Pedras
18h - Procissão da Igreja Matriz para o Santuário da Imaculada Conceição, em seguida Celebração Eucarística na quadra da ABNC
A partir do dia 30/04 – Atendimento de Confissões no Santuário da Imaculada Conceição das 9h às 11h e das 14h às 17h – e visitas aos enfermos nas comunidades
12h - Repiques dos Sinos todos os dias


Conheça o milagre que levou Nhá Chica à beatificação

Luciane Marins
Da Redação, com colaboração de Otávio Baldin


TV Canção Nova
Ana Lúcia reza diante de Imagem de Nossa Senhora e de Nhá Chica
O milagre que permitiu a beatificação de Francisca de Paula de Jesus, conhecida como Nhá Chica, foi a cura de um grave problema de nascença no coração da professora aposentada Ana Lúcia Meirelles Leite.

A miraculada, como é chamada a pessoa que recebe um milagre, estará na cerimônia que tornará Nhá Chica beata no dia 4 de maio em Baependi (MG) e revela que a emoção é grande. “Nossa Senhora! A emoção está aflorando a toda hora. Eu não sei como vou aguentar!" A Missa de Beatificação de Nhá Chica será transmitida ao vivo pela TV Canção Nova, no dia 4 de maio, às 15 horas.

Acesse
.: Postulador fala da santidade de Nhá Chica como modelo para todos


A expectativa é compreensível. O diagnóstico de Ana Lúcia foi descoberto em 1995. A professora teve uma isquemia ocular, e ao investigarem as causas, os médicos descobriram o problema no coração. "O sangue passava por caminhos errados, causando hipertensão pulmonar, fadiga e cansaço. Eu precisava operar imediatamente", explica a aposentada.

Médicos de Varginha (MG), Belo Horizonte (MG) e São Paulo a atenderam e foram unânimes em indicar a cirurgia imediatamente. Dona Ana Lúcia conta que rezou, pedindo à Nhá Chica que intervisse em seu caso. Três dias antes da data marcada para a cirurgia, ela teve febre e não pôde operar. Seis meses se passaram e ela se sentia cada vez melhor.

Somente depois desse tempo, Ana Lúcia voltou aos médicos para fazer novos exames. Um dos exames que normalmente era feito em 40 minutos, naquele dia, levou duas horas. “Eu entubada, só rezava Salve Rainha, Ave Maria e pedia à Nhá Chica que olhasse por mim. Acabado o exame, o médico me pede para aguardar um minuto, desesperei, mas em momento nenhum deixei de acreditar na intervenção de Nhá Chica", recorda.

O médico estava impressionado. Ana Lúcia conta que após o exame, ele logo a chamou e lhe perguntou se ela continuaria afirmando que não havia sido operada. “Eu disse assim: doutor eu ia ser operada, três dias antes eu tive febre e somente hoje volto para marcar a nova cirurgia. Então ele me falou: o que a senhora ia fazer está feito, muito bem feito, alguém costurou isso aí para a senhora. A senhora fez uma cirurgia espiritual? Pediu a alguém? E eu falei: pedi sim doutor, pedi à santa que deve ser beatificada logo, perto da minha cidade. E ele disse: pois a senhora vai agradecer, a medicina e a ciência não explicam o que houve com a senhora. A senhora está ótima”.

Quase 20 anos já se passaram, e o problema não voltou. Médicos, teólogos e cardeais analisaram o caso no Vaticano, e não foi encontrada explicação científica.

Ana Lúcia diz que não sabe explicar porque foi “escolhida” para receber esse milagre, mas agradece, e em retribuição testemunha a devoção à Nhá Chica, por onde passa. “Falo com todos, ajudo a todos que precisam e que estejam na mesma situação, desesperados. Eu tento pedir a eles que façam a mesma oração, que peçam à Nhá Chica com a mesma fé que eu pedi”.
Depois da beatificação de Nhá Chica, o último passo, é a canonização, ou seja, ser declara santa pela Igreja. Para o processo de canonização será preciso a comprovação de um outro milagre. Mas para Ana Lúcia a “amiga” que a curou já é considerada santa há muito tempo. “Minha vó era amiga de Nhá Chica. Viveu na mesma época que ela, então em casa a gente já falava muito em Nhá Chica, desde criança nós ouvíamos falar de Nhá Chica e dos seus milagres. Para nós Nhá Chica já era santa há mais de 100 anos.”


Fonte: Canção Nova
Educação Física - Alambique 
(Giro do Wal)
 São João del-Rei - 23/04/2013

Confraternização da turma de Educação Física do 4º Período com quem estudei uma matéria. Galera se reuniu no Alambique em São João del Rei para celebrar mais período ultrapassado.



Veja a matéria completa
Acesse o Giro do Wal:

domingo, 28 de abril de 2013

Seita com 6 mil adeptos em Minas 
cai na mira da PF
Grupo suspeito de trabalho escravo veta sexo entre casados

MINDURI - Uma seita que arrebanha integrantes na capital paulista para trabalhar sem salário em fazendas e indústrias no interior de Minas Gerais já reúne cerca de 6 mil pessoas. Para ser aceito no "mundo paralelo" do grupo Jesus A Verdade que Marca, é preciso, segundo a polícia e ex-integrantes, doar casa, carro e os demais bens para os líderes e obedecê-los cegamente. As regras incluem a proibição do marido dormir com a mulher, o confinamento em fazendas e alojamentos e o veto a TV e internet.
Durante a Operação Canaã, deflagrada pela Polícia Federal na terça-feira, dois líderes da seita - cujos nomes não foram revelados - acabaram presos por apropriação indébita ao serem flagrados com cartões do Bolsa-Família de integrantes do grupo. Para a PF, o discurso religioso é um atrativo para cooptar mão de obra escrava. "É um grupo extremamente fechado, que busca pessoas em situação vulnerável e as mantém nas propriedades com uma alta carga de doutrinação", diz o delegado João Carlos Girotto.
O advogado do grupo, Leonardo Carvalho de Campos, argumenta que as fazendas nas cidades de Minduri, São Vicente de Minas, Madre de Deus e Andrelândia são apenas associações de agricultura comunitária (veja ao lado).
Depoimentos de ex-integrantes destoam do que ele diz. Um aposentado de 72 anos conta que o pastor Cícero Vicente de Araújo, líder da seita, o convenceu a doar tudo o que tinha porque "todas as estradas iam se fechar e colocariam chips na cabeça das pessoas". "O pastor disse que só quem fosse para aquela região de Minas conseguiria viver bem." Há três anos, o homem tenta reaver na Justiça os R$ 32 mil de um carro e parte do dinheiro de uma casa que vendeu para aderir à seita. Para manter os fiéis, o ex-adepto conta que os pastores afirmavam que as pessoas que saíssem seriam amaldiçoadas. "Eles diziam que os demônios destruiriam aqueles que saíssem e passavam uns filmes da inquisição."
Carne. Apesar de todos se tratarem por irmã ou irmão, os ex-membros relatam disparidade de tratamento. "Eu passava as noites limpando tripa, cabeça e pé de boi para comermos. A carne ia para os líderes", contou uma ex-adepta da seita, de 42 anos, que vendeu a casa e doou para o grupo. A vigilância é outra característica, diz ela. "Minhas duas filhas, de 20 e 22 anos, ficaram lá e há dois anos não as vejo." Um médico do Programa de Saúde da Família conta que os integrantes não ficam desacompanhados nem durante as consultas.
A PF não localizou o pastor Araújo. A suspeita é de que ele esteja articulando a expansão da seita para a cidade de Ibotirama (BA). Publicamente, o grupo tenta se desvincular do caráter religioso e formou seis associações de agricultores. A polícia crê que as entidades, com fazendas arrendadas, sirvam como fachada para um esquema de lavagem de dinheiro, supressão de direitos trabalhistas e formação de quadrilha. Uma lista com nome dos eleitores fará a investigação verificar a possibilidade de manejo político. Dois vereadores da região são identificados com a seita. Ex-fiéis afirmam que Araújo os arrebanhou em igrejas na Lapa, zona oeste da capital, e Osasco. Os templos mudam constantemente de endereço. A PF averigua a existência de um novo na região da Sé.
ARTUR RODRIGUES, MARCIO FERNANDES, ENVIADOS ESPECIAIS 
Fonte:  O Estado de S.Paulo

PM procura motocicleta furtada em Caxambu


No início da noite de ontem (sábado) a Polícia Militar registrou uma ocorrência na Rua Conselheiro Mayrink, bairro Centro, onde uma mulher de 34 anos teve a motocicleta furtada.

A vítima estacionou a motocicleta HONDA/ CG 125 TITAN ES, de cor prata com placas GWY 9004 – Caxambu/MG, próximo ao seu local de trabalho por volta das 13 horas e às 18 horas ao retornar para apanhá-la, percebeu que havia sido furtada.

A PM está realizando intenso rastreamento no intuito de localizar veículo e autor.

Denuncie. Qualquer informação, ligue 190.

Fonte: Portal 17 Reg.PM-MG
Baependi, no Sul de Minas, se prepara para a beatificação de Nhá Chica
Cerimônia deverá reunir 40 mil pessoas no sábado. Mineira será a primeira negra a se tornar beata no país


A campanha pela beatificação da filha de uma ex-escrava começou em 1952 (Beto Novaes/EM/D.A Press)
A campanha pela beatificação da filha de uma ex-escrava começou em 1952
Baependi – A cidade do Sul de Minas já está em festa e se veste de amarelo e branco, cores do Vaticano e da Igreja, para homenagear Francisca de Paula de Jesus (1810-1895), a Nhá Chica, que é “santa” no coração do povo e será beatificada sábado, às 15h, na presença estimada de cerca de 40 mil pessoas – 400 romarias de vários estados estão inscritas. A mineira da região do Campo das Vertentes será a primeira negra no país a se tornar beata, etapa anterior à canonização. As janelas das casas expõem toalhas e flores, os templos católicos mantêm cortinas nas portas e em bairros, como o Lavapés, as ruas se enchem de bandeirinhas.

A cerimônia, com missa e ritos presididos pelo cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação da Causa dos Santos e representante do papa Francisco, será no espaço G.A. Pedras, perto do Portal de Baependi, município de 18 mil habitantes localizado a 380 quilômetros de Belo Horizonte. A campanha pela beatificação da filha de uma ex-escrava começou em 1952 e foi concretizada graças ao reconhecimento do milagre concedido, por intecessão de Nhá Chica, à professora Ana Lúcia Meirelles Leite, de 68 anos, moradora da vizinha Caxambu e curada de problema cardíaco congênito.
“Primeira negra no país a se tornar beata, Nhá Chica representa a grandeza de Deus em meio à fragilidade humana e desigualdades sociais”, diz o secretário da beatificação, padre José Douglas Baroni, titular da Paróquia de Santa Maria e reitor da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, chamada popularmente de Santuário de Nhá Chica. “É amor, caridade, solidariedade, humildade e obediência, um convite a participar da Igreja de Cristo”, acrescenta. A partir da cerimônia em que a mineira se tornará bem-aventurada Nhá Chica ou beata Nhá Chica, a imagem da idosa sentada numa cadeira e mãos apoiadas num guarda-chuva vai mudar de figura. No altar, estará de pé, de braços abertos e com um rosário na mão direita.
 
Graça 
Com os olhos brilhantes e iluminados pela força da fé, a professora Ana Lúcia diz, bem-humorada, que o coração está 100% para aguentar as emoções que vêm por aí. Ela estará no altar montado no terreno gigantesco ao lado de autoridades eclesiásticas, a exemplo do bispo de Campanha, dom  Diamantino Prata de Carvalho, políticas, como o governador Antonio Anastasia, o postulador da Causa de Beatificação, o italiano Paolo Vilotta, além de 400 padres. Casada há 48 anos com o fazendeiro José Márcio Carvalho e mãe de um casal, Ana Lúcia não se esquece do dia 28 de junho de 1995, quando completou 50 anos. Fazendo faxina em casa, ficou cega de repente. “Não enxergava nada e chamei logo por Nhá Chica, de quem sempre fui devota”, conta. Pouco depois recuperou a visão.

Leonides Maradei, de 80 anos, enfeita janela para beatificação demineira (Beto Novaes/EM/D.A Press)
Leonides Maradei, de 80 anos, enfeita janela para beatificação demineira
A cegueira foi diagnosticada como isquemia transitória e, preocupada, a professora procurou especialistas que pediram uma ressonância magnética. “O resultado foi um mal congênito no coração, o sangue passava por caminhos errados”, conta Ana Lúcia. Com medo da cirurgia, ela ouviu do médico uma frase que aumentou o sufoco: “Operar uma pessoa com cinco anos é bem diferente de outra com 50”. Exames se sucederam em Belo Horizonte e em São Paulo, até que a paciente padeceu três dias com uma febre alta.

Foi no terceiro dia que a melhora chegou. “Era uma sexta-feira, às 15h, horário em que Nhá Chica intercedia a Deus para fazer milagres. Pedi com fé, rezei salve-rainha e ave-maria”, conta. O tempo passou e a professora foi só melhorando. Seis meses depois, voltou ao médico para fazer exames. O horário da consulta: 15h de uma sexta-feira. “Apresentei os resultados ao cardiologista, que perguntou se eu havia feito cirurgia espiritual, pois não encontrou nada de errado. Estava curada e a medicina não conseguia explicar”. Ana Lúcia não sabe por que mereceu tal graça, apenas revela que “não entendemos os desígnios de Deus”. 

Devoção ampliada
Nhá Chica será a segunda leiga brasileira – de Minas é a primeira – a ganhar os altares de uma igreja, destaca o secretário da beatificação, padre José Douglas Baroni. A pioneira foi a jovem catarinense Albertina Berkenbrock (1919-1931), que morreu assassinada e foi beatificada em 20 de outubro de 2007, na diocese de Tubarão (SC). Leiga quer dizer que não pertencia a nenhuma congregação religiosa, não era freira nem irmã de caridade. Na condição de beata, a mineira, filha de uma ex-escrava, analfabeta e pobre, natural do distrito de Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno, que pertencia a São João del-Rei, na Região do Campo das Vertentes, poderá, agora, ter culto público com a sua imagem dentro dos limites da diocese de Campanha, à qual pertence Baependi. Para outra regiões é preciso autorização do papa. 

Em 1863, aos 53 anos, Nhá Chica iniciou a construção de uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, a quem chamava carinhosamente de “minha sinhá”, que quer dizer “minha senhora”. O singelo templo foi demolido e, no lugar, estão a Igreja de Nossa Senhora da Conceição e as dependências da Associação Beneficente Nhá Chica, comandada pela congregação das Irmãs Franciscanas do Senhor, de origem italiana. A diretora da associação, irmã Claudine Ribeiro, explica que, em 1953, o então bispo de Campanha, dom Inocêncio, convidou a congregação para assumir a responsabilidade sobre a Capela de Nossa Senhora da Conceição, desde que as obras começassem em dois anos. “A madre Crescência Girlando aceitou o desafio e construiu uma casa para crianças abandonadas, recebendo inicialmente 12 meninas”, conta irmã Claudine. 

Hoje, a associação acolhe 170 crianças e adolescentes (de até 17 anos). O local não funciona como escola, mas oferece, gratuitamente, das 7h às 17h, aulas de reforço, atendimento psicológico, cursos de informática, música, literatura, trabalhos manuais, além de brinquedoteca e educação física. Aos sábados, os treinos de judô estão abertos à comunidade.

A proximidade da cerimônia de beatificação anima a irmã Claudine, lembrando que há 20 mil graças registradas conseguidas por intercessão de Nhá Chica – para o processo de canonização será necessário a comprovação de um novo milagre. “É a santa da simplicidade e mãe dos pobres, demorou 30 anos para construir a sua capelinha. Na imagem que irá para o santuário, ela estará de pé, de prontidão, como se dissesse ‘estou pronta’”, acredita a religiosa, para quem “ela nasceu com a clarividência, uma ligação direta com Deus, e conseguiu ver o resultado da oração”. A irmã faz questão de citar uma frase de Nhá Chica, que traduz o comportamento dela: “Eu não sou santa. Sou uma pobre mulher analfabeta. Eu rezo a Deus, através de sua Santíssima Mãe, e me atende”.

Memorial O movimento é sempre intenso na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, o popular Santuário Nhá Chica. Gente de todo canto visita o pequeno memorial, na casa onde ela viveu, podendo ser vistos o rosário que ela usava, tijolos de adobe da antiga capela, certidão de batismo, entre outros objetos. De férias no Sul de Minas, o casal carioca Otávio José Penha Melo, analista de sistemas, e Lucirene Alves Ferreira, técnica em nutrição, rezou diante da grande escultura de Nhá Chica, na escadaria da igreja. “Tenho muita fé em Deus e pedi pela minha saúde”, disse Lucirene. O marido também pediu pelo mesmo.

Na sala dos milagres da reitoria episcopal, na casa primitiva onde viveu a leiga mineira, junto ao santuário, Ana Lúcia Meirelles Leite mandou fazer um quadro com a frase: “Meu coração nas mãos de Nhá Chica. Eterna gratidão por este milagre”. Para Ana Lúcia, “se há uma palavra para resumir a vida dela é simplicidade”, afirma. Ela costuma rezar diante da Nossa Senhora da Conceição que pertenceu a Nhá Chica e fica num altar, acendendo velas no túmulo, dentro da igreja. Recentemente, os restos mortais foram trasladados para uma urna próxima ao altar, perto da imagem da futura beata.

LINHA DO TEMPO
» 1810 – Francisca de Paula de Jesus,
a Nhá Chica, nasce no distrito de Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno, que pertencia a São João del-Rei, na região do Campo das Vertentes. É batizada em 26 de abril daquele ano

» 1814-1815 –Com a mãe, Isabel e o
irmão, Teotônio, Francisca, filha de ex-escrava, muda-se para Baependi. Isabel morre em 1818

» 1863 –Nhá Chica inicia a
construção da Capela de Nossa Senhora da Conceição.

» 1895 – Em 14 de junho, Nhá Chica
morre em Baependi. Ela fica quatro dias insepulta. Contam que seu corpo exalava cheiro de rosas.

» 1952 –Começa a primeira
campanha para beatificação de Nhá Chica.

» 1954 – A capela construída pela
leiga é confiada às Irmãs Franciscanas do Senhor (IFS), que mantêm a Associação Beneficente Nhá Chica.

» 1989 – Nova comissão é formada
para beatificação da leiga.

» 1991 – Nhá Chica recebe
oficialmente o título de Serva de Deus da Congregação das Causas dos Santos do Vaticano.

» 1992 – Em 14 de janeiro, é
instalada a comissão pela beatificação de Nhá Chica.

» 1993 –Em 16 de julho, tem início o
processo informativo diocesano, pelo bispo diocesano de Campanha, dom Aloísio Roque Oppermann.

» 1998 – Em 18 de junho, é feita a
exumação dos restos mortais de Nhá Chica, na presença de autoridades eclesiásticas, de integrantes do tribunal eclesiástico pela causa de beatificação e médicos-legistas.

» 2001 –Publicado o Positio,
documento que reúne todos os dados e testemunhos recolhidos na fase diocesana, que corresponde à primeira etapa do processo de beatificação.

» 2004 –Em 30 de abril, religiosos
brasileiros reunidos na 42ª Assembleia Geral de Bispos do Brasil, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), assinam documento pedindo a beatificação de Nhá Chica. Documento reuniu 204 assinaturas e foi encaminhado pela diocese de Campanha ao papa João Paulo II.

» 2010 – Em 8 de junho, no Vaticano,
comissão de cardeais dá o parecer favorável às virtudes da Serva de Deus Nhá Chica.

» 2011 –Em 14 de janeiro, o papa
Bento XVI aprova as virtudes heroicas (castidade, obediência, fé, pobreza, esperança, caridade, fortaleza, prudência, temperança, justiça e humildade) e concede o título de venerável.

» 2011 –Comissão médica da
Congregação das Causas dos Santos do Vaticano reconhece o milagre ocorrido por intercessão de Nhá Chica em favor da professora Ana Lúcia Meirelles Leite. Os sete médicos deram voto favorável: a cura não tem explicação científica. 

» 2012 –Em 5 de junho, estudo do
milagre é analisado pela comissão de cardeais da Santa Sé. No dia 28, Bento XVI promulga decreto de beatificação de Nhá Chica. Cerimônia oficial é marcada para 4 de maio.

Memória
Cerimônia para
Padre Eustáquio
Esta é a segunda cerimônia de beatificação em Minas, embora seja a primeira de uma mulher, negra e leiga. A pioneira ocorreu em Belo Horizonte, em 15 de junho de 2006, no Mineirão. Milhares de pessoas participaram da cerimônia que tornou beato o holandês Padre Eustáquio (1890-1943). Por intercessão do religioso, o padre Gonçalo Belém Rocha 
(1923-2007) foi curado, em 1962, de câncer na garganta.  

Perfume de Rosas
Vida de fé em Deus e atenção a quem precisava de ajuda. Francisca de Paula de Jesus era bem menina quando chegou a Baependi na companhia da mãe, Isabel, uma ex- escrava, e do irmão Teotônio. Com eles, poucos pertences e a imagem de Nossa Senhora da Conceição. Não demorou muito e Francisca, então com 10 anos, ficou órfã, contando apenas com o irmão, de 12. Antes de partir, a mãe deixara os filhos aos cuidados e sob a proteção de Nossa Senhora, a quem a menina chamava de %u201Cminha sinhá%u201D e não fazia nada sem consultá-la.

Nhá Chica cuidou da herança espiritual que recebera da mãe. Nunca se casou e rejeitou todas as propostas de matrimônio que lhes apareceram. O seu objetivo era atender quem a procurava, dando-se bem com os pobres, ricos e mais necessitados. Nos lábios, tinha sempre uma palavra de conforto. Desde jovem, era procurada para dar conselhos, fazer orações e dar sugestões para pessoas que lidavam com negócios. Contam que muitas pessoas não tomavam decisões antes de consultá-la e, para quem a considerava santa, respondia: %u201CÉ porque rezo com fé%u201D.

A fama de santidade se espalhou de tal modo que pessoas de muito longe começaram a visitar Baependi para conhecê-la. A todos atendia com a mesma paciência e dedicação, mas nas sextas-feiras não atendia ninguém. Era o dia em que lavava as roupas e se dedicava mais à oração e à penitência, alegando que sexta-feira é quando se recorda %u201Ca paixão e a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo para a salvação de todos%u201D. Às 15h, intensificava as orações e mantinha uma particular veneração à Virgem da Conceição. 

Ao lado de sua casa construiu a capelinha onde venerava uma pequena Imagem de Nossa Senhora da Conceição. Nhá Chica morreu em 14 de junho de 1895, com 87 anos, mas foi sepultada no dia 18, no interior da capela por ela construída. As pessoas que ali estiveram disseram que exalou de seu corpo um misterioso perfume de rosas nos quatro dias do velório. Tal perfume foi novamente sentido em 18 de junho de 1998, 103 anos depois, por autoridades eclesiásticas e também pelos pedreiros, por ocasião da exumação do seu corpo. 

População na Expectativa
Nas ruas de Baependi, município que nasceu nos tempos coloniais e faz parte da Estrada Real, o clima é de alegria e muita expectativa. No Bairro Lavapés, as bandeirinhas amarelas enfeitam as ruas e residências. “Estou feliz, pois vou ver este dia tão importante para nós”, diz, com muita animação, a dona de casa Leonides Maradei, de 80 anos, moradora da Rua Vicente Seixas, que já arrumou sua janela com flores e toalha com o retrato de Nhá Chica. Ela não se cansa de admirar a obra coletiva, ao lado da filha Aparecida da Silva Reis e da neta Marina, de 10, e das vizinhas Tereza da Conceição Nogueira, de 74, Maria José da Silva, de 68, e Neuza Maria da Silva, de 59. Ao passar na rua, Elizabete da Silva, de 56, revela que rezou para Nhá Chica e Deus e foi atendida, pois o seu filho ficou curado de forte depressão. “Hoje ele está ótimo. Construiu uma casa de onde se vê a casa de Nhá Chica e a igreja”, afirma com alívio. 

Mais adiante, um grupo se apressa para terminar o cordão de bandeirinhas e estendê-lo nos bambus dos dois lados da rua. “Queremos ver a cidade bem bonita para homenagear Nhá Chica”, diz, sentada numa cadeira na porta da casa, Sônia Maria Alves Pereira da Silva, de 47. As grades da residência também estão pintadas de amarelo, mas ela dá um sorriso e diz que é só coincidência. Desde sexta-feira, a comunidade católica participa de missas e recitação do terço na Igreja de Nossa Senhora da Conceição. E de amanhã até domingo ocorrerá a Jornada da Beatificação, com atividades diárias e repique de sinos sempre às 12h. 

A missa solene de beatificação foi especialmente composta, para coro e orquestra de câmara, pelo padre Luís Henrique Eloy e Silva, professor de sagradas escrituras na PUC Minas, em Belo Horizonte.
Gustavo Werneck
Enviado especial
Fonte: Estado de Minas

sábado, 27 de abril de 2013

Foto do caxambuense Raphael Scharth selecionada para  concorrer em concurso nacional de fotografias



Concurso Cultural Fotografe o Brasil da Gettyimages
Todos podem colaborar acessando o site do concurso e clicando sobre o botão "curtir"
Vamos ajudar a divilgar Caxambu 

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Rua Major Penha

08//03/2013
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